14/1/202601:10:54

Nesta terça-feira, 13/01, a Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (CEAGESP), em colaboração com a Associação Abacates do Brasil (AAB), realizou no Auditório Nelson Loda, o Encontro Técnico de Qualidade (Tropicais e Avocado) e Comercialização Interna do Avocado – 2026. O evento reuniu mais de 60 participantes, entre eles produtores, comerciantes, especialistas e representantes da cadeia produtiva do abacate e teve como principal objetivo o debate acerca da qualidade, rastreabilidade e perspectivas de mercado do abacate no Brasil.
O evento foi conduzido pela coordenadora da AAB, Nayane Melo. Ela destacou a importância dos temas e debates técnicos discutidos no encontro. “São estratégicos e impactam diretamente todos os elos da cadeia, do produtor ao consumidor final”, frisou.
O encontro foi prestigiado com as presenças do diretor-presidente da CEAGESP, José Lourenço Pechtoll, do diretor técnico e operacional, Luiz Silveira Rangel. Entre os pontos altos do encontro, a palestra do chefe da Seção de Controle e Qualidade Hortigranjeira (SECQH), Gabriel Bittencourt, que apresentou uma série de dados técnicos sobre o mercado de abacate no Brasil. Também estiveram presentes ao encontro Dora Sampaio, diretora de comunicação e associada à AAB, e o engenheiro agrônomo associado à AAB, Aluísio Sampaio.
Abertura
No discurso de abertura do evento, o diretor-presidente Pectholl destacou a importância do evento e da discussão sobre o fortalecimento do setor “É um tema cada vez mais estratégico para o abastecimento alimentar, organização dos mercados e valorização da produção nacional”, declarou.
Fortalecimento do setor
Durante a programação, o tema central foi o fortalecimento do setor. Entre os assuntos abordados, estiveram qualidade, rastreabilidade, legislação e maturação adequada dos frutos, além de análise do comportamento do mercado por meio de dados atualizados sobre produção e comercialização.
Na oportunidade, Gabriel Bittencourt destacou a Instrução Normativa (IN) 69/2018 como fundamental para o estabelecimento de padrões mínimos de qualidade para comercialização de produtos hortícolas frescos. “A fim de diminuir de produtos imaturos disponíveis no mercado, a CEAGESP, em colaboração com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), estabeleceu algumas condições para que o produto possa ser destinado à comercialização, como integridade, sanidade, limpeza, maturação adequada, ausência de umidade normal, odor e sabor característicos”, explica o chefe da SECQH.
Em seguida, Aluísio Sampaio deu seguimento à apresentação expondo as principais dúvidas e debates relacionados a indústria do setor.
Cartilhas de Padrão para Classificação de Abacate
Além dos diálogos realizados, o encontro também foi palco do lançamento oficial das Cartilhas de Padrão para Classificação de Abacates (Tropical e Hass). Sob iniciativa da AAB, as cartilhas estabelecem padrões e critérios técnicos claros para a classificação, como qualidade mínima, classes comerciais, tamanho, maturidade e matéria seca, assim como orientações acerca da embalagem e rotulagem, de modo a haver um maior alinhamento entre os diferentes elos da cadeia.
“As cartilhas são destinadas a produtores, packing houses, classificadores, técnicos, consultores, comerciantes e varejistas. Nossa meta é aumentar o consumo de abacates pelo atendimento desses requisitos, principalmente os relacionados à maturação”, explica Dora Sampaio.
Encerramento
No encerramento do evento, o diretor técnico- operacional da CEAGESP destacou o papel da Companhia como referência nacional na conexão da produção ao mercado por meio da organização da comercialização de forma estruturada e transparente. ”Pretendemos no futuro ampliar o espaço para diálogos, a fim de fomentar o poder de comercialização e da discussão de ideias como essa, para que possamos aumentar a comercialização com a maior qualidade possível”, destacou Rangel.
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