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A banana-nanica (Musa acuminata), também chamada de banana-d’água ou caturra, foi cotada pela Seção de Economia e Desenvolvimento (SEDES) na última segunda-feira, 26/01, a R$ 2,95/kg. Sendo a fruta mais consumida pelos brasileiros, a variedade nanica apresentou uma queda na média anual de 16,0% quando comparada ao mesmo período do ano passado, ocasião em que foi cotada a R$ 3,51/kg. Além disso, registrou o menor preço dos últimos seis meses após a redução média mensal de 16,7%.
Originária no Sudeste Asiático, é possivelmente plantada há mais de 4 mil anos na Índia, Malásia e Filipinas. No Brasil, há suspeitas de plantio de bananeiras antes da chegada dos portugueses em 1500, mas a bananicultura só ganhou força em 1820, com a atividade agrícola. Cultivada em climas tropicais e subtropicais, é caracterizada por frutos delgados, longos e encurvados, com a casca fina em cor amarelo-esverdeada e polpa branca-creme, com sabor muito doce quando madura e textura macia, variando de 15 a 24 cm de comprimento.
Pertencente ao subgrupo Cavendish e da família Musaceae, é rica em carboidratos e fonte de minerais como potássio, componente de extrema importância para o funcionamento dos músculos e para a saúde cardiovascular, além de ser fonte de cálcio, ferro e ácido fólico, sendo este último recomendado para mulheres durante o período de gestação. Contém vitaminas A, B1, B2, B6, B12 e C, que desempenham um papel fundamental no fortalecimento do sistema imunológico e no auxílio do metabolismo energético. Consumida majoritariamente in natura, também pode ser preparada cozida, frita e em receitas de tortas, bolos, smoothies e vitaminas e, pode-se fazer doce a partir da sua casca.
Segundo dados de 2021 da FAO e IBGE divulgados pela Embrapa, o setor de bananas fatura cerca de R$ 13,8 bilhões por ano e gera 500 mil empregos, sendo o Brasil o quarto maior produtor mundial de bananas, depois da Índia, China e Indonésia, produzindo em torno de 6,8 milhões de toneladas por ano.
O reflexo desses números expressivos traduziu-se em 2025 com 37.309,26 toneladas de banana-nanica comercializadas no Entreposto Terminal São Paulo (ETSP). As principais origens desse produto foram os estados de São Paulo (60,6%), Minas Gerais (22,0%) e Santa Catarina (11,8%).
MUNICÍPIOS QUE MAIS COMERCIALIZAM BANANA NANICA NA CEAGESP
| Posição | Município | Estado | Toneladas | Participação sobre o total |
| 1 | Jaíba | MG | 6.523 | 17,5% |
| 2 | Sete Barras | SP | 6.349 | 17,0% |
| 3 | Eldorado | SP | 4.459 | 12,0% |
| 4 | Miracatu | SP | 3.851 | 10,3% |
| 5 | Registro | SP | 3.377 | 9,1% |
| 6 | Luíz Alves | SC | 1.978 | 5,3% |
Para fazer bons negócios, consulte os dados de contato dos comerciantes de banana-nanica no GUIA CEAGESP clicando aqui.
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