2/4/202604:04:04
Na manhã desta quarta-feira, 1º de abril, a CEAGESP sediou evento que marcou importantes atos e anúncios de entregas envolvendo a ONG Pacto Contra a Fome, CEAGESP e CeasaMinas.
O primeiro deles foi o projeto de construção de uma nova estrutura para o Banco CEAGESP de Alimentos, completamente modernizado, no Entreposto da cidade de São Paulo (SP). A segunda novidade do dia foi o anúncio da modernização dos equipamentos do banco de alimentos da CeasaMinas, em Belo Horizonte (MG).
Os dois assuntos foram apresentados pela presidente do Conselho do Pacto Contra a Fome, Geyze Diniz. Ambos os anúncios fazem parte do programa Ceasa Desperdício Zero, iniciativa do Pacto Contra a Fome, em parceria com a Associação Brasileira das Centrais de Abastecimento (Abracen) e o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA). O objetivo é fortalecer e modernizar os bancos de alimentos em todas as centrais de abastecimento do Brasil.
Na oportunidade, houve ainda a apresentação de outros investimentos na infraestrutura da CeasaMinas, envolvendo recursos da ordem e R$ 11 milhões. Entre eles, a construção de uma nova portaria de acesso ao entreposto mineiro e a ordem de serviço para a recolocação das platibandas de 17 pavilhões no entreposto de Contagem (MG).
A solenidade contou com a presença de Paulo Teixeira, que, nos últimos três anos e três meses, esteve à frente do MDA, ao qual a CEAGESP e a CeasaMinas estão vinculadas.
Para Paulo Teixeira, com um banco de alimentos moderno, como o que está sendo projetado para a CEAGESP, nada será desperdiçado. “Essa é a importância de um banco de alimentos”, frisa o ex-ministro. Ele agradeceu a direção da CEAGESP e o Pacto Contra Fome “por dar esse passo importante para o Banco CEAGESP de Alimentos (BCA) em São Paulo”.
Homenagens
O presidente da CEAGESP, José Lourenço Pechtoll, a diretora administrativa-financeira, Mylene Gambale, e o diretor técnico operacional, Luiz Silveira Rangel, homenagearam o ex-ministro Paulo Teixeira. Ele recebeu uma placa que ressalta, entre outros pontos, a sua atuação fundamental para o fortalecimento das Centrais de Abastecimento.
O presidente da CeasaMinas, Hideraldo Henrique, e seu chefe de Gabinete, também entregaram ao ministro uma placa em sua homenagem. “O ministro que trouxe de volta o MDA e, com ele, o protagonismo de empresas como CEAGESP, CeasaMinas e Conab que demonstram um trabalho fundamental para a segurança alimentar.”
Maior BCA da América Latina
A presidente do Pacto Contra Fome lembra que o Brasil é um dos maiores produtores de alimentos do mundo. No entanto, ela destaca que, ainda hoje, mais de sete milhões de brasileiros estão numa situação de insegurança alimentar grave. “Isso significa que a pessoa come hoje e não sabe se vai comer amanhã”, ressalta. Além disso, segundo a presidente do Pacto Contra a Fome, 25% da população brasileira apresenta algum grau de insegurança alimentar. “Pessoas que não fazem a quantidade de refeições necessárias por dia, ou não comem os alimentos necessários”, diz.
Não bastasse isso, Geyze destaca que um terço do que se produz de alimentos no Brasil vai parar no lixo. E as consequências desse desperdício, além de financeiras, impactam o meio ambiente, gerando gases de efeito estufa, afetando a produção, reduzindo a oferta e deixando os alimentos mais caros, prejudicando ainda mais o acesso de quem mais necessita.
“Nós somos sociedade civil organizada, fazendo trabalhos estruturantes. Acreditamos que é muito possível acabar com a fome neste país pelo simples fato de que a gente tem alimento. Não dá para conceber jogar alimento fora”, diz. Por isso, segundo ela, a relevância dessa parceria. “O novo Banco CEAGESP de Alimentos vai ser o maior da América Latina quando estiver em operação”, prevê Geyze.
Paulo Teixeira contou que foi importante essa parceria com o Pacto Contra Fome nesse projeto do novo BCA. “Porque no cotidiano pesado, no dia a dia administrativo, esse tema, talvez, não tivesse condições de se desenvolver na rapidez com que se desenvolveu, sendo proposto pelo Pacto”, observou.
Conquistas da CEAGESP
Ao longo do evento, realizado no Auditório Nelson Loda, os diretores da companhia revezaram-se para pontuar avanços da gestão 2023-2025, período em que Paulo Teixeira esteve à frente da pasta do MDA. Pechtoll lembrou de avanços institucionais, como a saída do Programa Nacional de Desestatização (PND), marco fundamental para o desenvolvimento da CEAGESP nesse período. “O ministro se empenhou bastante nas negociações para nossa saída do PND”, enfatizou o presidente.
Pechtoll destacou ainda o empenho e o compromisso da companhia para a devolução do IPTU a todos os comerciantes com direito a esse crédito. Também ressaltou como um grande avanço institucional o Acórdão 2050, que garante mais tranquilidade para os comerciantes que operam nas instalações da empresa.
A atuação da CEAGESP em planos nacionais, conselhos e parcerias foi outro ponto destacado pelo presidente da companhia. Entre eles, a retomada da representação na Abracen, a representação da CEAGESP nos Conseas nacional e estadual, parcerias com universidades e centros de pesquisa, entre outras ações.
O presidente falou ainda de algumas melhorias no BCA de São Paulo e do avanço na arrecadação de produtos do mercado para a distribuição a entidades cadastradas, além da parceria com a Conab na distribuição de produtos adquiridos via PAA.
Obras
O diretor técnico operacional, Luiz Silveira Rangel, por sua vez, expos outros marcos desta gestão, entre os quais, os desembolsos voltados a obras de recuperação e melhorias das redes de entrepostagem e de armazenagem. “Foram R$ 48,5 milhões destinados em um ano”, frisou o diretor.
Outro ponto alto desta gestão, segundo Rangel, foi a adesão ao Mercado Livre de Energia que, no ano passado, gerou economia de R$ 5,8 milhões na conta de energia, beneficiando diretamente os comerciantes. O diretor lembrou ainda das rodadas de negócios com diversos setores da agricultura, além do futuro Centro de Negócios no ETSP.
Agricultura familiar é outro tema estratégico para a CEAGESP. Rangel lembrou das concessões de áreas, emissões de CAF, parceria com o Incra, capacitações para mais de mil pessoas nos últimos três anos, com foco em agricultores familiares.
A diretora administrativa-financeira, Mylene Gambale, apresentou o balanço do programa de devolução de IPTU. “Foi um dos grandes desafios, talvez, um dos maiores da minha vida profissional”, destacou, Mylene. Segundo ela, foi um esforço muito grande desta gestão para conseguir os resultados obtidos até o momento. Dos mais de R$ 91 milhões de reais, a CEAGESP conseguiu devolver, até 30/03, R$ 75, 3 milhões, ou 82% do total.
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