26/3/202603:04:00

Cotado a R$ 2,61/kg na última segunda-feira, 23/03, pela Seção de Economia e Desenvolvimento da CEAGESP, o coco seco apresentou uma variação na média anual de -56,7% quando comparado à mesma época do ano passado, quando foi registrado a R$ 6,04/kg. Na comparação mensal, a queda foi de 2,5%.
Originário do arquipélago malaio, o coqueiro (Cocos nucifera L.) é uma planta típica das regiões tropicais que possui uma grande importância socioeconômica, gerando emprego, renda e alimentação devido à produção da água de coco e produtos derivados como o albúmen sólido para a indústria de alimentos e de óleos, subprodutos e resíduos, como lignina, celulose e materiais poliméricos, como plásticos em geral.
Fonte de energia, fibras e minerais como ferro, fósforo, manganês, potássio e zinco, possui compostos bioativos como o ácido láurico, com ação antimicrobiana, que auxilia no fortalecimento do sistema imunológico, no combate à prisão de ventre e na regularização do colesterol e pressão arterial.
Já na indústria alimentícia, sua polpa albuminosa e amêndoa são utilizadas para obter o coco ralado e o leite de coco. Além disso, há uma alta procura do produto in natura para a fabricação de doces, biscoitos e sorvetes.
O coco que encontramos para comercialização é colhido após a maturação completa do endosperma, que ocorre entre 13 a 14 meses após a polinização. O fruto do coqueiro é uma drupa de grandes dimensões, coberto por uma casca lisa, dura e fibrosa, cuja cor é verde quando ainda não maduro, passando ao marrom após amadurecer, devido à perda de água que ocorre durante o processo. A semente é constituída por uma casca dura, uma polpa (endosperma sólido) de cor branca, carnuda e adocicada. Em seu interior se encontra água (endosperma líquido).
A casca representa em torno de 57% do fruto, sendo composta pelo mesocarpo (fibra e pó) e epicarpo (camada mais externa da casca). O coco seco, de tamanho médio a grande, apresenta casca marrom, de aparência desidratada (mesocarpo e epicarpo removidos), polpa de coloração branca e espessura grossa, colhido no estágio maduro.
Em 2025, o Entreposto Terminal São Paulo (ETSP) recebeu 20.809,66 toneladas de coco seco, originárias principalmente dos estados do Ceará (75,4%), Bahia (17,3%) e Rio Grande do Norte (5,0%). Os meses de maior volume de oferta são março, julho e outubro.
MUNICÍPIOS QUE MAIS COMERCIALIZAM COCO SECO NA CEAGESP
| Posição | Município | Estado | Toneladas | Participação sobre o total |
| 1 | Acaraú | CE | 9.956 | 47,8% |
| 2 | Paraipaba | CE | 3.111 | 15,0% |
| 3 | Conde | BA | 2.319 | 11,1% |
| 4 | Amontada | CE | 1.551 | 7,5% |
| 5 | Natal | RN | 610 | 2,9% |
| 6 | Cruz | CE | 549 | 2,6% |
Para fazer bons negócios, consulte os dados de contato dos comerciantes de coco seco no Guia CEAGESP, clicando aqui.
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