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3/6/202106:04:29

Índice CEAGESP registra queda de 6,1% em maio


No ano, indicador acumula baixa de 18,1%

- Descrição do Índice

O índice de preços da CEAGESP encerra o mês de maio com a quinta queda seguida no ano. Nesse mês o indicador teve um recuo de 6,09%, impulsionado pela forte redução nos preços dos setores de frutas, legumes e verduras, com destaque para este último, com uma baixa expressiva de 17,2%. O único setor que apresentou alta, mesmo assim pequena, foi o de pescados. Essa baixa generalizada de preços pode ser explicada pelo clima menos quente, que favoreceu a qualidade e a boa oferta de produtos, e pela menor demanda, que continuou sofrendo pressão por conta do menor poder aquisitivo da população mais fragilizada e também pelas consequências das medidas restritivas estabelecidas para o combate à transmissão do coronavírus no Estado de São Paulo.

Em maio, o setor de frutas teve forte queda de 7,02%, a quinta consecutiva no ano. As principais reduções foram nos preços da manga palmer (-28,9%), da uva niágara (-23,3%), da banana nanica (-21,2%), do mamão formosa (-19,2%), da uva benitaka (-15,8%) e da banana prata (-15,3%). As principais altas ocorreram com o maracujá azedo (24,6%), morango (19,0%), com o caju (17,8%), com a acerola (7,2%) e com o abacate fortuna (5,3%).

O setor de legumes também registrou forte queda de 6,08%. As principais reduções ocorreram com a vagem macarrão curta (-35,8%), com a beterraba (-27,1%), com o pimentão verde (-26,0%), com a ervilha torta (-25,0%) e com a berinjela (-21,3%). As principais altas foram nos preços do quiabo (29,2%), do tomate cereja (21,5%), do pimentão vermelho (15,0%), da mandioquinha (12,5%) e do tomate caqui (11,8%).

O setor de verduras apresentou uma expressiva queda de 17,19%. As maiores baixas se deram nos preços da salsa (-64,1%), do brócolos ramoso (-30,8%), do coentro (-28,9%), da acelga (-24,2%), do nabo (-23,5%) e da alface crespa (-23,2%). As principais altas ficaram por conta do moyashi (17,8%), do orégano (16,0%), da hortelã (10,0%), do louro (4,6%) e da cenoura com folhas (4,1%).

O setor de diversos fechou o mês com queda de 1,58%. As principais baixas ficaram por conta da cebola (-18,4%), da cebola estrangeira (-13,3%), dos ovos brancos (-8,3%) e vermelhos (-5,6%) e do coco seco (-5,2%). As principais elevações ocorreram nos preços da batata lavada (15,7%), da canjica (12,6%), da batata asterix (12,0%) e do alho estrangeiro (9,7%).

O setor de pescados apresentou elevação de 0,92%. As principais altas foram nos preços da lula congelada (44,4%), do curimbatá (26,6%), da sardinha congelada (21,6%), da pescada tortinha (20,5%) e da pescada goete (11,8%). As principais baixas de preços do setor ocorreram com o robalo (-10,2%), com o pintado de cativeiro (-7,0%), com o camarão ferro (-6,2%), com o peixe espada (-5,8%) e com a anchova (-4,9%).

- Tendência do Índice

As temperaturas mais amenas e a menor quantidade de chuvas do outono favoreceram as culturas de hortaliças folhosas e uma maturação um pouco mais lenta das frutas, resultando em produtos de melhor qualidade, com uma oferta bem distribuída durante o mês. Com a manutenção da maior rigidez do isolamento social e com o comércio mais restrito, a demanda ficou mais contida e favoreceu a redução dos preços praticados na maior parte dos produtos hortifrutícolas comercializados.

Para este mês, o clima continuará colaborando com a qualidade dos produtos e os preços deverão se manter comportados, favorecendo a queda dos preços no varejo e aliviando os índices de inflação. Já nos preços das frutas, que estão 30% mais baratas no ano, pode ocorrer algum tipo de recomposição.


Maio - 2021

CategoriaÍndice %
Geral-6,09%
Frutas-7,02%
Legumes-6,08%
Verduras-17,19%
Diversos*-1,58%
Pescados0,92%




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